E meus olhos abriram-se acordando onde deveriam acordar.
As paredes aúreas, os mosaicos no solo, como sempre e como nunca.
A porta da casa desemboca em um mar de escamas alaranjadas.
Onde todas as mentiras faziam-se chagas sobre a pele de todos.
Em meio a paisagem dourada as almas puras regurgitavam plástico azul.
E as jovens esquartejadas chamavam-me ao sexo, junto ao acordar calmo da melancolia
Que vinha me seguindo num arrastar esquálido, lambendo meu pescoço com sua língua pálida.
Com meu choro veio o corar do ar melancólico.
Assistia-a ascender como um dragão de escamas alaranjadas de ferrugem.
Enquanto meus pés me empurravam para dentro do labirinto bizantino de paredes de ouro.
E minhas pernas infladas de ácido lático, imersas em sucos gástricos.
Corriam como um guepardo de pelos de cristal.
Pelas vias estreitas meus ombros debatiam-se contra quinas de metal dourado poroso.
Sentia o cheiro acre da bile que escorria acumulando-se no chão escorregadio.
E a voz em meio tom repetia como um mantra védico em meus ouvidos:
- Meu nome é Deus, e eu te odeio!
E saindo de minha forma felina, derrubando as paredes gástricas do destino.
Sentindo o vibrar de minhas pernas, e da voz que me seguia, parei num suspiro profundo.
Seguido do riso. E os olhos igneos do dragão enferrujado já queimavam minha pele.
Quando fez a gargalhada. E minha boca disse como um espasmo: Eu sou a estupidez que te ama.
Foi quando os olhos arredondaram-se e o medo fez em flama.
E então abri os olhos e o mundo em volta sorria como um canastrão.
Senti o cheiro dos corredores. E com bafo de noite maldormida.
Bradei ao dragão que me queima: Sou o espírito humano, o espírito estúpido. Faço do teu ódio amor. E de minha vida uma gota no teus oceanos.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
De minhas certezas incertas
Há uma porção de coisas certas nessa vida, há também quem diga que não.
Mas eu estou pleno de que virá um clarão do leste, e o sol nos iluminará por aproximadamente doze horas. Depois virá a lua e nos banhará por outras doze, depois vamos nos dar conta que isso não importa. É quase certo que isso se dê aproximadamente vinte uma mil vezes. Depois de algumas delas descobriremos que assim como não importa o que acontece com nosso herói. Não importa muito quantas vezes acontecerá, quantos dias viveremos... Importa o que é feito de cada um deles. Assim como nossa consciência inconsciente de nossos átomos, assim como a inconsciência consciente do cosmos para conosco.
É certo também que dentro desse aglomerado, que finge o caos, haverão milhões de consciências, milhões de memórias. Há algo certo sobre nossas memórias também. Rememoraremos cada derrota, das vitórias ficarão apenas as que trouxerem o tempero do medo. E isso pouco importa também, pois memórias são só caricaturas do passado. Pois mais certo que tudo isso, é que o passado é só uma prisão, e o futuro apenas uma incerteza.
E voltamos para nosso sol nascente. Nosso dia, e nosso dia-a-dia. O que é feito dele, o que é construído nele, o que é destruído nele. O que é. Certo também como disse Kerouac que ‘’A mente é o Criador, sem razão nenhuma, por toda esta criação, criada para ruir’’. E mais certo que isso é que a única coisa mais bonita que a criação de uma mente, é sua ruína, o sabor que o cosmos dá a tudo que dele faz parte. Como um whiskey num potstill, como um queijo putrefato, como um beijo dormido, um livro amarelado, como as paredes derruídas, como o olhar calmo numa varanda de fim-de-vida.
Depois de um tempo descobrimos que vivemos dentro de um potstill, descobrimos que o cosmos só é sarcástico com quem entenderá suas piadas. Que virar a outra face não significa simplesmente esperar por outro tapa, mas ter a coragem de levantar a cabeça depois de cada golpe, que a honra não está na vitória, por que na verdade não é uma luta. É uma questão de mero controle, que os corcéis de nosso espírito, assim como os que podem um dia estar entre nossas pernas, são mais fortes que nós. Temos de domá-los, que não é sobre coerção é sobre coordenação. Que o solo não existe sem a música, e que as vezes ela fica mesmo sem graça sem ele.
É certo que não existe um sentido na vida, além do que se vê. Ela não para, é um carro sem freios. E é onde entra a escolha, podemos fechar os olhos esperar o choque, ou abri-los bem, e chegar onde a estrada nos levar, o mais engraçado é que não, isso também não importa. Por que passado o susto são só as paisagens, as músicas no rádio, as não-palavras na cabeça.
Mais certo que tudo isso é que somos só um pedacinho muito pequeno do todo, e que isso é tão ínfimo quanto nós perante esse todo. Pois nossa existência reside em nossas mentes, e nossos peitos. E que as vezes nosso peito controla nossa mente rumo a criação, mas é mais importante que nossa mente controle o peito, pois este nunca perde sua pureza e pouco desse mundo é puro.
E isso tudo não importa se não lembrarmos que as vezes vale a pena perder a cabeça, mas nunca o coração.
Mas eu estou pleno de que virá um clarão do leste, e o sol nos iluminará por aproximadamente doze horas. Depois virá a lua e nos banhará por outras doze, depois vamos nos dar conta que isso não importa. É quase certo que isso se dê aproximadamente vinte uma mil vezes. Depois de algumas delas descobriremos que assim como não importa o que acontece com nosso herói. Não importa muito quantas vezes acontecerá, quantos dias viveremos... Importa o que é feito de cada um deles. Assim como nossa consciência inconsciente de nossos átomos, assim como a inconsciência consciente do cosmos para conosco.
É certo também que dentro desse aglomerado, que finge o caos, haverão milhões de consciências, milhões de memórias. Há algo certo sobre nossas memórias também. Rememoraremos cada derrota, das vitórias ficarão apenas as que trouxerem o tempero do medo. E isso pouco importa também, pois memórias são só caricaturas do passado. Pois mais certo que tudo isso, é que o passado é só uma prisão, e o futuro apenas uma incerteza.
E voltamos para nosso sol nascente. Nosso dia, e nosso dia-a-dia. O que é feito dele, o que é construído nele, o que é destruído nele. O que é. Certo também como disse Kerouac que ‘’A mente é o Criador, sem razão nenhuma, por toda esta criação, criada para ruir’’. E mais certo que isso é que a única coisa mais bonita que a criação de uma mente, é sua ruína, o sabor que o cosmos dá a tudo que dele faz parte. Como um whiskey num potstill, como um queijo putrefato, como um beijo dormido, um livro amarelado, como as paredes derruídas, como o olhar calmo numa varanda de fim-de-vida.
Depois de um tempo descobrimos que vivemos dentro de um potstill, descobrimos que o cosmos só é sarcástico com quem entenderá suas piadas. Que virar a outra face não significa simplesmente esperar por outro tapa, mas ter a coragem de levantar a cabeça depois de cada golpe, que a honra não está na vitória, por que na verdade não é uma luta. É uma questão de mero controle, que os corcéis de nosso espírito, assim como os que podem um dia estar entre nossas pernas, são mais fortes que nós. Temos de domá-los, que não é sobre coerção é sobre coordenação. Que o solo não existe sem a música, e que as vezes ela fica mesmo sem graça sem ele.
É certo que não existe um sentido na vida, além do que se vê. Ela não para, é um carro sem freios. E é onde entra a escolha, podemos fechar os olhos esperar o choque, ou abri-los bem, e chegar onde a estrada nos levar, o mais engraçado é que não, isso também não importa. Por que passado o susto são só as paisagens, as músicas no rádio, as não-palavras na cabeça.
Mais certo que tudo isso é que somos só um pedacinho muito pequeno do todo, e que isso é tão ínfimo quanto nós perante esse todo. Pois nossa existência reside em nossas mentes, e nossos peitos. E que as vezes nosso peito controla nossa mente rumo a criação, mas é mais importante que nossa mente controle o peito, pois este nunca perde sua pureza e pouco desse mundo é puro.
E isso tudo não importa se não lembrarmos que as vezes vale a pena perder a cabeça, mas nunca o coração.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Quero
Quero, querer...
Quero mais um vicio, uma cama
Quero um hospicio, uma Chama
Eu quero(...)menos a mais...
(...)Aah!
Quero uma desgraça, uma ameaça, fumaça
Explosão, caos, desunião, formol, lençol, colchão, chão!
Quero nulidade, imaturidade, infestação
indiferença, descrença, desilusão, disparate
despertar, desalento, desatenção, disperção
Quero meu veneno, tudo mais quero...
Quero nada de "tudo de bom"!
Quero errar o tom, calar o som...
Quero música dissonante, quero mundo distante!
Quero ver padecer o sol...
Quero ver ruir a luz da lua...
Quero o frio de cada rua.
Quero tomar o mal, tragar o fel
Quero estar mais longe do céu
Quero estar mais perto da dor
Quero rasgar a chaga-mor
Quero usura, pecado, Morrer ao leo
Quero ser menos de mim
Quero ser longe, não ser assim
Quero o fio, de cobre, ou navalha...
Quero a honra, - negra Mortalha!-,
Quero tocar o ultimo galho,
Quero Cair d última folha,
Quero ser a gota de orvalho,
Chorar, se te fizer sorrir, CARALHO!
Quero mais um vicio, uma cama
Quero um hospicio, uma Chama
Eu quero(...)menos a mais...
(...)Aah!
Quero uma desgraça, uma ameaça, fumaça
Explosão, caos, desunião, formol, lençol, colchão, chão!
Quero nulidade, imaturidade, infestação
indiferença, descrença, desilusão, disparate
despertar, desalento, desatenção, disperção
Quero meu veneno, tudo mais quero...
Quero nada de "tudo de bom"!
Quero errar o tom, calar o som...
Quero música dissonante, quero mundo distante!
Quero ver padecer o sol...
Quero ver ruir a luz da lua...
Quero o frio de cada rua.
Quero tomar o mal, tragar o fel
Quero estar mais longe do céu
Quero estar mais perto da dor
Quero rasgar a chaga-mor
Quero usura, pecado, Morrer ao leo
Quero ser menos de mim
Quero ser longe, não ser assim
Quero o fio, de cobre, ou navalha...
Quero a honra, - negra Mortalha!-,
Quero tocar o ultimo galho,
Quero Cair d última folha,
Quero ser a gota de orvalho,
Chorar, se te fizer sorrir, CARALHO!
domingo, 6 de abril de 2008
Pedaço de outra carta...
Poha Nora, parece sacanagem quando eu penso que a gente já namorou, que eu te ouvi entre os sopros da gaita, ouvi você soluçar. Vi primeiro seus dedos roxos naquele sapato preto que você ama, depois seu cabelo escondendo metade das canelas. Esse mesmo sol de agora cruzando atrás de você mostrando algumas sombras de parabrisas dos carros nos estacionamento, e suas lágrimas brilhando nos degraus.
Claro que não consegui mais tocar. É uma puta sitação desconcertante quando a gente tem de passar por um lugar e tem alguem desconhecido chorando lá. Mordi os lábios meio de lado, fazendo cara de situação constrangedora, eu sempre faço, mesmo que ninguem vá ver... Andei pra um lado, e pro outro. Olhei você de novo, abraçada nos joelhos, com o queixo sobre eles, seus olhinhos vermelhos meio vesgos, achei terno, fiquei meio triste mesmo... Até você sorrir com uma expressão que só consigo ligar a frase ‘‘é foda, né?’’ entortando minha cabeça num meio sorriso, um “é...”. Pensei, né? Em perguntar alguma coisa, mas nem da pra perguntar nada nessas horas, uma guria que eu num conheço de camisa de dormir e sapato de festa, chorando na escada da lavanderia. Era melhor elogiar os sapatos, mas você tava provavelmente puta com tudo, sei lá o que eu pensei de você naquela hora... Fiquei te olhando de cabeça torta. Até você dizer rindo “E aí, como eu tô?” “Num parece bem, mas os sapatos são legais.” “É, tá apertando aqui” e apontou com o dedo, para o lado do dedão, onde tava roxo “Mas são os meus preferidos, acho que a gente tem que tar com algo que a gente goste quando tá triste” “É uma boa, nunca tinha pensado nisso, mas é uma boa.” “Eu sempre uso sapatos bonitos quando fico triste, a gente acaba olhando pros sapatos mesmo, quando tá pra baixo.” “É ficar pra baixo tem dessas de olhar pra baixo, cê quer subir pra tomar um café, e ver se volta a olhar pra frente?” “É, eu num tenho mesmo pra onde ir...”
Claro que não consegui mais tocar. É uma puta sitação desconcertante quando a gente tem de passar por um lugar e tem alguem desconhecido chorando lá. Mordi os lábios meio de lado, fazendo cara de situação constrangedora, eu sempre faço, mesmo que ninguem vá ver... Andei pra um lado, e pro outro. Olhei você de novo, abraçada nos joelhos, com o queixo sobre eles, seus olhinhos vermelhos meio vesgos, achei terno, fiquei meio triste mesmo... Até você sorrir com uma expressão que só consigo ligar a frase ‘‘é foda, né?’’ entortando minha cabeça num meio sorriso, um “é...”. Pensei, né? Em perguntar alguma coisa, mas nem da pra perguntar nada nessas horas, uma guria que eu num conheço de camisa de dormir e sapato de festa, chorando na escada da lavanderia. Era melhor elogiar os sapatos, mas você tava provavelmente puta com tudo, sei lá o que eu pensei de você naquela hora... Fiquei te olhando de cabeça torta. Até você dizer rindo “E aí, como eu tô?” “Num parece bem, mas os sapatos são legais.” “É, tá apertando aqui” e apontou com o dedo, para o lado do dedão, onde tava roxo “Mas são os meus preferidos, acho que a gente tem que tar com algo que a gente goste quando tá triste” “É uma boa, nunca tinha pensado nisso, mas é uma boa.” “Eu sempre uso sapatos bonitos quando fico triste, a gente acaba olhando pros sapatos mesmo, quando tá pra baixo.” “É ficar pra baixo tem dessas de olhar pra baixo, cê quer subir pra tomar um café, e ver se volta a olhar pra frente?” “É, eu num tenho mesmo pra onde ir...”
segunda-feira, 24 de março de 2008
Memórias de cartas
Melhor ainda, não são papais, mamães, filhinhos. Amar. Escolher pelos meios que o mundo nos deu, tudo isso que flui da sua boca, tudo isso que você não se cansa de dizer, tudo isso que você, e não só você me fez entender, mas ainda é cedo para explicar. São os arrepios de todos os encontros e desencontros de todos os nossos dias, de todos os nossos beijos, abraços, caricias, espaços, sonhos, puxões, empurrões, cortes, viagens, passagens, mortes, bagagens ( haha, é você! E o sonho não vai acabar, e continua você...)
E quantas bagagens, e quanta bagagem...Quantos dias tornados em meses quantas horas batendo em nossas caras entre chorar e não chorar, entre amolecer e continuar a viver, entre o desespero de querer ficar junto, a necessidade de manter-se separado. A fluência emotiva de viver outras realidades, mais amores, mais separações, e bem mais coração todos os dias. A coisa mais dolorosa e tola: Nada nem ninguém é apagado. A vida sempre vai ser o que aconteceu até hoje, não existem negações de motivos, não existem justificativas mais plausíveis que as circunstâncias. Claro que podemos mudar o mundo, mas o mundo é ( como você mesmo diz) muito grande e muito pequeno, e essa distancia física nós não temos mesmo direito de alterar, é nossa vida, e mesmo tendo sido arrancada de tantos lugares, tendo sido tragada para lugares, vidas, e realidades tantas vezes, eu sei e você também sabe, que foi o caminho até aqui, de olhos fechados ou abertos não mudaria nenhum desses passos, por que foram esses que nos trouxeram até aqui. E aqui é o lugar onde nós alteramos as distancias como sonhamos por todos os anos, o ponto onde eu sei que não viveríamos um sem o outro. Onde viveremos assim...uma costura por fora do espaço.
E quantas bagagens, e quanta bagagem...Quantos dias tornados em meses quantas horas batendo em nossas caras entre chorar e não chorar, entre amolecer e continuar a viver, entre o desespero de querer ficar junto, a necessidade de manter-se separado. A fluência emotiva de viver outras realidades, mais amores, mais separações, e bem mais coração todos os dias. A coisa mais dolorosa e tola: Nada nem ninguém é apagado. A vida sempre vai ser o que aconteceu até hoje, não existem negações de motivos, não existem justificativas mais plausíveis que as circunstâncias. Claro que podemos mudar o mundo, mas o mundo é ( como você mesmo diz) muito grande e muito pequeno, e essa distancia física nós não temos mesmo direito de alterar, é nossa vida, e mesmo tendo sido arrancada de tantos lugares, tendo sido tragada para lugares, vidas, e realidades tantas vezes, eu sei e você também sabe, que foi o caminho até aqui, de olhos fechados ou abertos não mudaria nenhum desses passos, por que foram esses que nos trouxeram até aqui. E aqui é o lugar onde nós alteramos as distancias como sonhamos por todos os anos, o ponto onde eu sei que não viveríamos um sem o outro. Onde viveremos assim...uma costura por fora do espaço.
sábado, 22 de março de 2008
Shit! Now i just can see it...
É muito raro, isso é uma coisa estranha pra dizer, eu deixar que meus olhos transpareçam o que acontece do lado de dentro. Quando é desnecessário, o que infelizmente cobre noventa e cinco por cento das situações. Lembro quando um cara me disse, um cara que eu não respeito muito ultimamente, que a gente só escreve bem sobre coisas que a gente não sente. Como sempre. Eu entendi a piada melhor que ele.
Isso soa arrogante como eu, quando dito assim. Mas a verdade é que eu não sei como, mas grande parte das pessoas só entende sentimento como algo intangível. E ele é um grande mestre nessa não-arte. O que vem daqui pra frente, não é saudável para aquelas pessoas que assistem as novelas das oito. Não é muito saudável nem para quem leu tranquilamente os sofrimentos do jovem Wherter. É sobre a pior parte da realidade. Eu lembro que quando eu tava um pouco mais sensível que o necessário. No oposto do que estou agora, eu não dei muita moral pra frase ‘Você desiste de sua mente, pra segurança do seu coração.’ Agora quase sem sentimentos isso me fode. Da pior maneira possível; sem sentir.
O sentimento em mim, nesse momento em particular, parece uma foto do sol surgindo no horizonte. Com os dizeres ‘queria estar com você pra ver o dia amanhecer’. Só uma estorinha pra boi dormir. Nossa cabeça é capaz de fazer coisas engraçadas. Uma serie de situações uma série de besteiras. Para aplacar a vazies de alguns instantes. Engraçado daquele jeito que não dá vontade de rir. Não chega a ser agridocemente engraçado. É uma piada que seria engraçada em qualquer outro momento, nesse não. A onda do humor é o timming, a grande onda de quase tudo é.
Quando a gente se entrega para a vida, ou para qualquer coisa. A gente acaba pondo um monte de coisas em risco, a mais importante somos nós mesmos. As piores partes da vida soam como special k. Pra quem nunca cheirou key isso parece até legal, vida em terceira pessoa. Podemos fazer qualquer coisa afinal é como se nós fossemos um personagem. Não, crianças, não é tão legal. Se existem três camadas para tomada de atitudes estejam certos que não é legal perder o super-ego em alguma aposta impensada, ou em uma aposta pensada e ignorada. Pior que isso é pensar que a coisa toda não e um jogo sádico. A coisa mais difícil de reunir nessa vida é uma personalidade. O que nós somos são todas as cartas que temos. E não é tão complicado fabricar um royal straight flush quando se joga sem cartas. Menos palavras aqui, mais linguagem corporal ali, umas pitadas de displicência. E algumas gotas de subversão ( eu já escrevi algo interessante sobre subversão, é só ver a palavra no sentido literal que fica fácil ver como é fácil trapacear. )
Quando existe um sistema de regras definido, e um monte de gente aceitando esse sistema, a forma mais fácil de se destacar é burlando as regras. Conhecer as regras, saber que elas existem. Como minha mãe sempre diz ‘o único jogo que vale a pena jogar é o da vida’. Eu gosto de adicionar um ‘por que todo mundo ignora o fato de estar jogando’. Eu em particular gosto de todos os outros jogos, não gostar de jogos é como não gostar de masturbação, a gente fica meio sem saber pra onde ir quando ta lá no real-deal. Jogar é bom também por que reafirma nossas camadas de ação aquela parada de ter um super-ego. O mais divertido sobre isso ( por isso deus é uma musica e ritmo é vida ) a parte cosmicamente sarcástica disso, é que quando a gente tá losing our minds for the sake of our hearts, nós nos tornamos grandes jogadores, de qualquer coisa. Por que nós não estamos dentro da gente, a gente é obrigado a sair, dar uma volta e esperar alguém jogar água no chão pra poeira ficar por lá, vida é rinite alérgica numa tecelagem abandonada. Eu não lembro da minha consciência em uma crise de espirros, eu quero dizer.
Voltando ao sentir e não sentir. Que isso ta ficando abstrato demais pro gosto de qualquer um. Quando ficamos ‘normais’ é difícil infringir dor. Por que a dor nos é tangível, isso é base da idéia de perdão que conheço. Esse texto todo provavelmente seja sobre perdão. Sobre aceitar que nem sempre as pessoas são quem elas deveriam ser, por que nem sempre tudo corre como o planejado, ou por que nem sempre se planeja tudo o que se faz.
Como quando deliberadamente decidimos que alguém merece um discurso, e nós discursamos bem, ou quando negligenciamos alguém, ou quando simplesmente a codificação da mensagem é diferente de um lado pra o outro, efeito telefone-sem-fio, ou mal-entendido. Mais uma coisa aprendida com os sofrimentos do jovem Wherter.
Acho que me perco na inexatidão das minhas regras com a matemática do auto-respeito, da responsabilidade, dos sentimentos, e da ausência deles.
Um dia após o outro com um cérebro e uma linguagem é um negócio complexo. O esquema é ver se dá certo com vida ao invés de heroína.
Isso soa arrogante como eu, quando dito assim. Mas a verdade é que eu não sei como, mas grande parte das pessoas só entende sentimento como algo intangível. E ele é um grande mestre nessa não-arte. O que vem daqui pra frente, não é saudável para aquelas pessoas que assistem as novelas das oito. Não é muito saudável nem para quem leu tranquilamente os sofrimentos do jovem Wherter. É sobre a pior parte da realidade. Eu lembro que quando eu tava um pouco mais sensível que o necessário. No oposto do que estou agora, eu não dei muita moral pra frase ‘Você desiste de sua mente, pra segurança do seu coração.’ Agora quase sem sentimentos isso me fode. Da pior maneira possível; sem sentir.
O sentimento em mim, nesse momento em particular, parece uma foto do sol surgindo no horizonte. Com os dizeres ‘queria estar com você pra ver o dia amanhecer’. Só uma estorinha pra boi dormir. Nossa cabeça é capaz de fazer coisas engraçadas. Uma serie de situações uma série de besteiras. Para aplacar a vazies de alguns instantes. Engraçado daquele jeito que não dá vontade de rir. Não chega a ser agridocemente engraçado. É uma piada que seria engraçada em qualquer outro momento, nesse não. A onda do humor é o timming, a grande onda de quase tudo é.
Quando a gente se entrega para a vida, ou para qualquer coisa. A gente acaba pondo um monte de coisas em risco, a mais importante somos nós mesmos. As piores partes da vida soam como special k. Pra quem nunca cheirou key isso parece até legal, vida em terceira pessoa. Podemos fazer qualquer coisa afinal é como se nós fossemos um personagem. Não, crianças, não é tão legal. Se existem três camadas para tomada de atitudes estejam certos que não é legal perder o super-ego em alguma aposta impensada, ou em uma aposta pensada e ignorada. Pior que isso é pensar que a coisa toda não e um jogo sádico. A coisa mais difícil de reunir nessa vida é uma personalidade. O que nós somos são todas as cartas que temos. E não é tão complicado fabricar um royal straight flush quando se joga sem cartas. Menos palavras aqui, mais linguagem corporal ali, umas pitadas de displicência. E algumas gotas de subversão ( eu já escrevi algo interessante sobre subversão, é só ver a palavra no sentido literal que fica fácil ver como é fácil trapacear. )
Quando existe um sistema de regras definido, e um monte de gente aceitando esse sistema, a forma mais fácil de se destacar é burlando as regras. Conhecer as regras, saber que elas existem. Como minha mãe sempre diz ‘o único jogo que vale a pena jogar é o da vida’. Eu gosto de adicionar um ‘por que todo mundo ignora o fato de estar jogando’. Eu em particular gosto de todos os outros jogos, não gostar de jogos é como não gostar de masturbação, a gente fica meio sem saber pra onde ir quando ta lá no real-deal. Jogar é bom também por que reafirma nossas camadas de ação aquela parada de ter um super-ego. O mais divertido sobre isso ( por isso deus é uma musica e ritmo é vida ) a parte cosmicamente sarcástica disso, é que quando a gente tá losing our minds for the sake of our hearts, nós nos tornamos grandes jogadores, de qualquer coisa. Por que nós não estamos dentro da gente, a gente é obrigado a sair, dar uma volta e esperar alguém jogar água no chão pra poeira ficar por lá, vida é rinite alérgica numa tecelagem abandonada. Eu não lembro da minha consciência em uma crise de espirros, eu quero dizer.
Voltando ao sentir e não sentir. Que isso ta ficando abstrato demais pro gosto de qualquer um. Quando ficamos ‘normais’ é difícil infringir dor. Por que a dor nos é tangível, isso é base da idéia de perdão que conheço. Esse texto todo provavelmente seja sobre perdão. Sobre aceitar que nem sempre as pessoas são quem elas deveriam ser, por que nem sempre tudo corre como o planejado, ou por que nem sempre se planeja tudo o que se faz.
Como quando deliberadamente decidimos que alguém merece um discurso, e nós discursamos bem, ou quando negligenciamos alguém, ou quando simplesmente a codificação da mensagem é diferente de um lado pra o outro, efeito telefone-sem-fio, ou mal-entendido. Mais uma coisa aprendida com os sofrimentos do jovem Wherter.
Acho que me perco na inexatidão das minhas regras com a matemática do auto-respeito, da responsabilidade, dos sentimentos, e da ausência deles.
Um dia após o outro com um cérebro e uma linguagem é um negócio complexo. O esquema é ver se dá certo com vida ao invés de heroína.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Fluorescent Adolescent
You used to get it in your fishnets
Now you only get it in your night dress
Discarded all the naughty nights for niceness
Landed in a very common crisis
Everything's in order in a black hole
Nothing seems as pretty as the past though
That Bloody Mary's lacking her Tabasco
Remember when he used to be a rascal?
Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Weren't as daft as they seemed
Not as daft as they seemed
My love when you dreamed them up...
Flicking through a little book of sex tips
Remember when the boys were all electric?
Now when she tells she's gonna get it
I'm guessing that she'd rather just forget it
Clinging to not getting sentimental
Said she wasn't going but she went still
Likes a gentlemen to not be gentle
Was it a mecca dobber or a betting pencil?
Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Weren't as daft as they seem
Not as daft as they seem
My love when you dream them up
Flo, where did you go?
Where did you go?
Where did you go? Woah.
Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.
Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.
You used to get it in your fishnets
Now you only get it in your night dress
Started all the naughty nights with niceness
Landed in a very common crisis
Everything's in order in a black hole
Everything was pretty in the past though
That Bloody Mary's lacking in tabasco
Remember when he used to be a rascal?
Now you only get it in your night dress
Discarded all the naughty nights for niceness
Landed in a very common crisis
Everything's in order in a black hole
Nothing seems as pretty as the past though
That Bloody Mary's lacking her Tabasco
Remember when he used to be a rascal?
Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Weren't as daft as they seemed
Not as daft as they seemed
My love when you dreamed them up...
Flicking through a little book of sex tips
Remember when the boys were all electric?
Now when she tells she's gonna get it
I'm guessing that she'd rather just forget it
Clinging to not getting sentimental
Said she wasn't going but she went still
Likes a gentlemen to not be gentle
Was it a mecca dobber or a betting pencil?
Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Weren't as daft as they seem
Not as daft as they seem
My love when you dream them up
Flo, where did you go?
Where did you go?
Where did you go? Woah.
Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.
Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.
You used to get it in your fishnets
Now you only get it in your night dress
Started all the naughty nights with niceness
Landed in a very common crisis
Everything's in order in a black hole
Everything was pretty in the past though
That Bloody Mary's lacking in tabasco
Remember when he used to be a rascal?
Assinar:
Postagens (Atom)
